Sobre este local
Nesta paragem, Viena parece mais silenciosa e solene. Sob a simples Igreja dos Capuchinhos, na Neuer Markt, encontra-se a Kaisergruft, ou Cripta Imperial - o local de sepultamento mais ligado à dinastia Habsburgo. Da rua, quase nada nos prepara para o que está lá em baixo: uma longa história subterrânea de poder, fé, cerimónia e morte. A cripta foi planeada no início do século dezassete pela Imperatriz Ana e pelo Imperador Matias, e os sepultamentos começaram aqui em mil seiscentos e trinta e três. Com o tempo, o espaço foi ampliado várias vezes, transformando um túmulo dinástico privado num vasto complexo que reflete cerca de quatrocentos anos de história austríaca e europeia. Hoje, os restos mortais de cento e cinquenta membros da família Habsburgo descansam aqui, incluindo doze imperadores e dezanove imperatrizes e rainhas. Alguns túmulos são teatrais e luxuosos, cobertos de coroas, caveiras e símbolos imperiais. Outros são surpreendentemente simples. Esse contraste conta a sua própria história - nem todos os governantes queriam ser lembrados da mesma forma. Entre os túmulos mais famosos está o magnífico sarcófago duplo de Maria Teresa e do seu marido Franz Stephan de Lorena, criado por Balthasar Ferdinand Moll. Perto dali, encontra-se o sarcófago muito mais simples do seu filho, José segundo. A cripta também abriga Francisco José, a Imperatriz Elisabeth - mais conhecida como Sisi - e o Príncipe Herdeiro Rodolfo, nomes que ainda moldam a imagem da Viena imperial. Existe também um costume fúnebre curioso dos Habsburgo por trás deste lugar. Para muitos membros da família, o corpo, o coração e as entranhas eram enterrados separadamente em diferentes igrejas de Viena. Mesmo na morte, o ritual era importante. O sepultamento mais recente na cripta ocorreu em dois mil e vinte e três e, de acordo com as informações oficiais, já não há mais espaço disponível. Isso faz com que este lugar pareça menos um capítulo encerrado e mais a sala final da longa história de uma dinastia.